O Carnaval, a maior festa popular no Brasil, é um bom exemplo da importância e da aplicabilidade do marketing cultural e, a cada ano, um número maior de empresas e segmentos se aproximam desta festa cultural-popular e contabilizam os resultados positivos para seus negócios. O Carnaval, do ponto de vista mercadológico, pode ser um produto, um canal de comunicação com o mercado (mídia) ou um canal de vendas. Como produto, observamos que o Carnaval atrai "consumidores" que buscam alegria, entretenimento, diversão e prazer e estão dispostos a investir em na compra desde fantasias até ingressos para assistir os desfiles entre muitos outros produtos e serviços. Ainda como produto, esta atividade atrai e envolve uma série de serviços e profissionais para trabalham antes, durante e depois do Carnaval entre eles os profissionais que trabalham nas escolas de samba e os serviços prestados durante as festas que vão desde iluminação, som, segurança indo até os músicos que atuam nos bailes e nos diversos trios elétricos. Entendida como um canal de comunicação, a festa de carnaval desperta o interesse de uma série de patrocinadores que buscam ocupar os espaços de mídia (gera comunicação espontânea), promoção de marca e, associadas a propagandas, transferem os atributos da festa (alegria e prazer principalmente) para as marcas dos produtos e serviços. Os grandes anunciantes do país como os fabricantes de cervejas, bancos e companhias de celular (apenas para citar alguns exemplos), disputam cada cota de patrocino e, percebe-se que a cada ano são mais criativos na forma que vão atingir os consumidores indo desde as ações de merchandising no ponto-de-venda até propagandas editoriais (como no caso de certas escolas que colocaram no seu enredo temas que tratem de produtos comercializados por determinadas empresas). Por fim, como um canal de vendas, podemos perceber que este período de festas impactam positivamente na economia como um todo sendo utilizado como apelo desde empresas que comercializam cervejas até bronzeadores e produtos para o cabelo e, também, serviços como hotéis, companhias aéreas, agências de viagens entre muitos outros segmentos que, através do carnaval, conquistam novos consumidores. Um outro aspecto que deve-se levar em consideração e que é uma festa que abrange todo o país e atinge diversos públicos indo desde criança até aqueles que pertencem a melhor idade, diversas classes sociais/econômicas podendo ser considerado um produto de massa. È, também, um produto que atraí consumidores de outros países e contribuí para vender a imagem-país para o exterior. Contudo, esta verdadeira "industria do entretenimento" ainda utiliza pouco do potencial que tem. Tanto escolas de samba, como as empresas que estão ao redor desta festa não exploram todas as possibilidades que a atividade cultural possibilita, ou seja, as ações os investimentos ainda são muito tímidos comparados com o retorno que gera. Portanto, uma boa oportunidade para a atuação do marketing. (Prof. Dr. Luiz Claudio Zenone)
54 comentários:
Pode-se levar em consideração outros eventos a nível regional, apresentando boas oportunidades que talvez ainda não tenham sido exploradas de forma completa e/ou eficiente, como por exemplo: o Festival Folclórico de Parintins, a Festa de São João em Campina Grande na Paraíba ou a tradicional Oktoberfest.
A atuação do marketing no carnaval deveria ser melhor planejada em relação a divulgação da festa em outros países. Hoje infelizmente nossa festa brasileira mostra não só nossa grandiosa cultura, mas também tem um forte apelo sexual. Penso que isto deveria ser revisto e combatido, pois muitos estrangeiros visitam nosso país nesta época devido a relação direta que a publicidade e propaganda gera.
Os grandes investimentos do carnaval no nosso país acontecem nas grandes cidades, como Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. Acredito que seja válida a possibilidade de grandes anunciantes e patrocinadores investirem na divulgação nas festas em cidades do interior, pois além de muitos não irem até os grandes carnavais é também um refúgio para muitos que aproveitam o feriadão para visitarem seus familiares.
Turma week.Módulo Intermediário
Aluna: Caroline Pinilla de Freitas
Com certeza o assunto levantado acima tem muito a ser discutido. Mas vou um pouco além indicando a leitura da matéria postada no blog Global Garbage dias após o Carnaval.
http://www.globalgarbage.org/blog/index.php/2010/03/05/o-fundo-da-folia/
Nessa matéria, um ativista social narra o que restou do Carnaval de Salvador no fundo do mar - centenas de latas, abadás, fantasias e outros objetos produzidos pelos dias de folia e patrocinados por grandes empresas, que, com certeza se preocupam em estar próximos dos foliões nos dias de festa mas não estão nem um pouco preocupados com o fim que seus produtos ou suas embalagens levam.
As fotos postadas na matéria mostram que, nem as próprias empresas nem o Poder Público estão preocupados com a sustentabilidade e apenas em cirar uma imagem-país linda e forte para o resto do mundo.
Aline Rossin
MBA em Marketing - Módulo Avançado - Marketing Social
Concordo com o fato do marketing durante o Carnaval ainda seja mal explorado pelas empresas de modo geral, mas podemos avaliar uma ação que tenha gerado grande buzz e resultados positivos para o produto e para a marca como forma de aprendizado e de conhecimento para futuras oportunidades. Analisei algumas ações de marketing que aconteceram durante o período da festa popular e a ação realizada pela Gilette para o lançamento do Gillete Match3 Sensitive me chamou bastante atenção. A marca elegeu a cidade de Salvador para a realização da maior parte das ações de marketing, acredito que pela grande concentração de jovens que ainda estão em fase de decisão sobre qual aparelho de barbear adotarão no seu cotidiano, sendo um grande mercado potencial, além do poder aquisitivo dos foliões que participam dos blocos na capital bahiana e que frequentam o Shopping Iguatemi da cidade. As ações desenvolvidas foram:
- Patrocinar os blocos Chiclete com Banana, Oito7nove4 e Banana Coral, distribuindo seus produtos junto com abadás.
- Montar uma barbearia batizada como “A Barbearia Gilete” no shopping Iguatemi, na capital baiana, para divulgar o lançamento Gillete Match3 Sensitive. No local, os consumidores puderam participar do sorteio de um par de abadás respondendo a pergunta: “Por que quero ficar lisinho e ganhar beijinhos no Carnaval?”, em referência à nova música da banda, Tá Lisinho.
A Barbearia Gillette esteve presente ainda no Camarote do Nana, local onde a marca preparou a ação “Barba do Bem”, em parceria com a United Way. A cada barba feita, a Gillette doou R$ 10,00 para a associação, que apoia as comunidades locais.
- Parceria com a banda Chiclete com Banana, uma das mais populares em Salvador e no Brasil, que fez com que Bell Marques, o vocalista da banda, mudasse o visual e tirasse a barba pela primeira vez em 30 anos (gerando enorme comentário em toda cidade).
- A empresa esteve presente, também, no bloco Expresso 2222, onde a Gillette disponibilizou fotógrafos para registrarem os melhores momentos dos foliões como cortesia da marca.
Acredito que tais ações servem de modelo de ações a serem seguidas por outras marcas, é claro, que com as devidas adaptações do produto que será trabalhado.
Claudia Alves – RA: 00055078
MBA em Marketing – Módulo Avançado – Turma Week
Percebo que, mais do que aumentar vendas ou incrementar resultados financeiros imediatos, as empresas utilizam esse tipo de evento para criarem relacionamento e lembrança de marca. Além de ter grande visibilidade nestas festas, a experiência com a marca num momento tão único e memorável é o que faz a diferença nestas ações.
Concordo com o professor quando diz que esses eventos ainda não são bem explorados para ações de marketing. É fato que a cada ano estão melhorando significativamente, como o ótimo exemplo da Gillete citado pela Claudia, porém ainda há muito espaço para crescerem, tanto em tamanho como em criatividade.
Se formos observar, o Brasil é um país muito rico do ponto de vista cultural, e isso se reflete na quantidade de festas populares que temos. Só para citar algumas das mais conhecidas, temos o carnaval, as festas juninas, que acontecem em todo o Brasil praticamente, a Oktoberfest no sul, Parintins na região norte , os carnavais fora de época no nordeste, os grandes rodeios em São Paulo (Barretos, Americana, Jaguariúna, etc.) Ao longo de todo o ano pode-se observar diversos eventos propícios para as empresas trabalharem seu relacionamento com o público-alvo e sua lembrança de marca, e que ainda podem ser muito mais exploradas, principalmente nestas outras festas, onde vemos que as ações são mais tímidas ainda.
Leandro Rodrigues dos Reis
MBA em Marketing – Módulo Avançado – Turma Week
Concordo com o posicionamento do professor quando fala que as grandes marcas disputam cotas de patrocínio. Porém, acredito que poderia ser melhor explorada.
Um exemplo de sucesso foi a cerveja Brahma pertencente ao grupo Ambev, tradicional no patrocínio do carnaval em todo o Brasil, contou com o patrocínio de uma empresa Francesa L’Oréal Paris para o seu camarote, oferecendo maquiadores profissionais e distribuindo brindes como produtos para proteção solar, pertinente a estação climática do ano.
Ou seja, parceria entre as marcas que oferecem produtos diferentes, podem ser um dos caminhos estratégicos de sucesso, visando custo benefício, experiência entre os públicos e divulgação das marcas.
http://www.mundodomarketing.com.br/9,13062,carnaval-dita-acoes-de-marketing.htm
Tatiana Gomes da Cruz - Módulo Avançado - Turma Week
RA:00061461
O país está em festa... é carnaval e as marcas começam a colocar seus “blocos” nas ruas e avenidas das cidades e sambódromos mais famosos. Vincular a marca a um evento deste porte pode não trazer um resultado expressivo em vendas num primeiro momento, mas a lembrança da marca é o que todos perseguem nesta festa.
Eu concordo com o Zenone que temos muito a crescer , mas também concordo a colocação do Leandro que estamos melhorando a cada ano. Porem temos que nos cuidar para não passar uma imagem negativa para outros países, quem não viu vale a pena ver sobre a propaganda de uma agência de viagens nos EUA que incentiva seus clientes a virem pro Carnaval brasileiro fazer "besteira" (http://www.youtube.com/watch?v=Jn9IS0QQO3o&feature=player_embedded)
"O que você faz em suas viagens não é da nossa conta..." Isso lá é diferencial pra você escolher fazer uma viagem com essa agência e não com outra?
Mas acho que o principal erro é do Brasil... essa é a imagem que o nosso Carnaval tem no exterior.
Na semana passada fui assistir Rio em 3D,é mais um filme do condecorado diretor e produtor Carlos Saldanha. Para quem não sabe, Carlos Saldanha é o criador da trilogia “A era do Gelo”. Fica claro neste filme, o intuito de ser mais uma forma de divulgação do Brasil, especialmente do Rio de Janeiro, no exterior. Porém, apesar de apresentar um Rio estereotipado, com belas imagens, carnaval.... Vemos no enredo macacos que roubam turistas no Pão de Açúcar e uma criança pobre que foi aliciada por traficantes de animais. Mais uma propaganda que vende uma imagem negativa do Brasil.
André L. Balthazar
MBA em Marketing – Módulo Avançado – Turma Week
É importante salientar que nesta época tão representativa do nosso país, conhecido como um país tropical, festivo e com um povo alegre e descontraído, as marcam se fazem presentes em todas as ações possíveis, para que possam interagir com as pessoas e ser lembradas através de um momento contagiante para a pessoa, que obteve uma experiência com a marca ou produto, proporcionando uma ligação afetiva, positiva e de relacionamento. Esta presença é essencial no posicionamento de qualquer marca que deseja estar presente no cotidiano das pessoas e criar um vínculo essencial, que pode fidelizar e consectivamente a longo prazo gerar bons resultados, tangíveis e intangíveis.
Viviane Gomes - Week _ MKT PUC
O Carnaval realmente é uma ótima época para se investir, pois a atenção e dedicação por parte dos Brasileiros nesta época é impressionante. Todos já ouviram falar da história de que o ano só começa após o Carnaval. Creio que uma parcela da “culpa” por não se investir mais nesta época, está justamente no fato desta ser uma época de festa, onde nada é levado a sério, apenas a diversão conta.
A empresa que aproveitar esse momento de forma inteligente terá sucesso garantido afinal, é uma época que gera milhões de reais todo ano, atrai turistas e atinge todas as classes sociais.
Também é uma ótima oportunidade para melhorarmos a imagem do nosso país (como já foi citado), o Brasil merece ser conhecido por sua beleza, e não somente por suas mulheres.
Fabiane De Oliveira Galindo- turma Week- Módulo avançado- Marketing.
O crescimento do marketing no carnaval se dá em função da constatação por parte das empresas, que uma festa com diferentes culturas, faixas etárias e classes sociais é uma excelente oportunidade para a divulgação de seus produtos e serviços, usando um mix de comunicação a um custo digamos, compensador e assim reforçam, potencializam e agregam valor à sua imagem institucional, promovem cultura e se mantém na mídia.
O Marketing Cultural transformou o carnaval em negócio, o que também é uma forma de não deixá-lo morrer.
Conforme dados da Empetur (2005), podemos citar que segundo Pesquisa realizada em 1998 pela Fundação João Pinheiro, mostra que a indústria do Marketing Cultural movimenta cerca de 1% do PIB – cerca de R$ 6,5 bilhões.
Conclusão, uma marca que investe no carnaval tem como principal objetivo, mostrar a sua marca para o grande público e em segundo plano, ser percebida também como uma empresa preocupada com a cultural do seu país.
Carla Tamasco de Andrade – MBA em Marketing – Turma Week - Avançado
A verdade é que o Brasil pára neste período para festejar e torcer para as escolas de samba, um prato cheio para os marketeiros investirem em patrocínios e associarem a marca ao evento.
Esse marketing cultural, agrega valor à marca através desses patrocínios, esse marketing cultural muitas vezes gera mídia espontânea, como vimos com a Devassa, fazendo com que aumento ainda mais a divulgação da marca.
As grandes empresas, como as da indústria cervejeira, uma das que mais investem no carnaval, já estão com seus lugares no Rio, São Paulo e Salvador, onde são as festas mais famosas do Brasil que atraem turistas do mundo todo.
Há espaço para todos, não é apenas investir uma grana enorme em uma escola de samba do Rio, ou colocar a marca em todo lugar possível no carnaval de Salvador, existem diversas formas, até para quem não tem tanto dinheiro para investir, como patrocinar festas alternativas ou em lugares fechados pode ser muito mais eficiente.
O carnaval é uma oportunidade de mercado e não apenas um feriado prolongado.
Carlos Alberto de Camargo - MBA em Marketing – Turma Week - Avançado
O ano só começa no Brasil depois do carnaval, apesar que estudos mostrarem que menos de 50% da população gosta de carnaval, e quando a pesquisa é conduzida em polos do evento, como Salvador, uma realidade muito diferente da esperada é despertada: mais de 60% da população bahiana não sai de casa durante os tradicionais festejos.
Entretanto, os 40% de foliões nacionais mais os turistas internacionais representam um número extremamente considerável de pessoas, mesmo porque, a atmosfera de forma geral acaba abrangendo a quase todos, raras excessões são aqueles que conseguem buscar refúgio para bem longe do carnaval e se manter alheios à folia. Ou seja, vincular a marca a esta comemoração é deveras interessante para as empresas que buscam notoriedade.
A atmosfera do carnaval abrange não só os próprios espaços publictários nas festas, nos camarotes, nos trios, mas a propagação que estes tem por todas as mídias: notícias, matérias, divulgação em mídias sociais, etc.
Mas ainda acho que estes números poderiam ser aumentados drasticamente, por exemplo, se a Globo vendesse a transmissão do Carnaval Paulista e Carioca para outros países, não insistindo em simplesmente transmití-la através do limitador chamado Globo Internacional, canal que só atinge brasileiros desocupados ao redor do mundo que se recusam a se envolver nas culturas de onde se encontram. Motivo pelo qual creio, nenhuma grande marca internacional tem o interesse de patrocinar o evento.
Os blocos segmentados ainda são pouco explorados, como por exemplo o bloco da Eliana, que existe há vários anos e conversa diretamente com as famílias, e tem como concorrente o Bloco da Carla Perez, legal, Eliana até passa, mas Carla Perez que hoje tem apelo zero considerando o Brasil não conversa com criança por nada no mundo. Difícil acreditar que alguma empresa séria que foque em crianças patrocinaria um bloco dela.
A única coisa que acho que as empresas, emissoras, etcs,não deveriam esquecer, é o enorme contigente de pessoas que não curtem carnaval, e que poderiam ter ações específicas para estas.
http://carnaval.uol.com.br/2011/ultimas-noticias/redacao/2011/03/05/carla-perez-e-eliana-animam-blocos-infantis-em-salvador.htm
http://www.tottalmarketing.com/descricoes_noticia.php?go=1&index=7899
http://www.redebahia.com.br/projetos/projetos.asp?noticia=87&modulo=203
http://olinguarudo.blogs.sapo.pt/23140.html
http://promoview.com.br/patrocinio/93791-fechadas-as-cotas-de-patrocinio-do-carnaval-de-salvador/
http://www.atarde.com.br/noticia.jsf?id=5691124
http://www.tottalmarketing.com/descricoes_noticia.php?go=1&index=7899
http://issuu.com/mititecnologia/docs/alegria_de_carnaval1
http://www.atarde.com.br/noticia.jsf?id=5691124
http://www.estadao.com.br/arquivo/cidades/2004/not20040212p2948.htm
Em relatório da Miti, observa-se o grande número de interações na internet feitas utilizando palavras que envolvam carnaval como Sapucaí, Sambódromo, etc.
Outro dado observado no carnaval deste ano, foi a parceria da Pantene com a Unidos de Vila Isabel, visto que o enredo de 2011 era "Mitos e histórias entrelaçados pelos fios de cabelo". A marca não perdeu tempo e se envolveu com escola, se tornando o terceiro assunto positivo mais comentado na internet referente a carnaval durante os dias de desfile em plataformas como Twitter, Facebook, Blogs, etc. ( ficando atrás apenas do esforço da Portela para se recuperar após o incêndia e da prórpia campeã, Unidos da Tijuca).
Entretanto, quando comparamos os números, fica evidente que o carnaval até pouco tempo atrás estava muito aquém do que poderia ser trabalhado, já que depois que o Consórcio OCP Mago assumiu o direito de comercializar as cotas de patrocínio da cidade de Slavador, o número arrecadado em dois anos subiu mais de 100%, ultrapassando a barreira dos 15 milhões.
Com base neste artigo e na vivência do Carnaval no Brasil as empresas e escolas de samba realmente ainda se utilizam pouco o Carnaval, como uma ferramenta importante para disseminar a marca, o produto e o serviço no aspecto de marketing.
Sabe-se que há grandes investimentos de diversos setores para estar presente com suas marcas nos 4 ou 5 dias de carnaval, que é realizado praticamente pelo país inteiro. Porém, após passado o período de folia, observa-se pouco esforço das empresas na continuidade de estratégias de marketing que façam com que as marcas sejam lembradas por períodos maiores. Tal vantagem, de estar presente em um evento deste porte, deve ser considerado como apenas uma abertura das várias possibilidades de lidar diretamente com o consumidor, e com o mix de marketing, diante de um mercado cada vez mais competitivo. Sugere-se neste artigo que, as empresas levem em consideração que os desejos de compra do consumidor não acaba somente nos dias de folia, e, estratégias como carnaval fora de época, entre outras ações de proximidade da marca com o consumidor, permite esta interação. Fazendo com que a marca seja lembrada no momento do evento e posteriormente, gerando lucros de acordo com o negocio e a estratégia adotada pela empresa.
É interessante notar que o carnaval no Brasil sofreu algumas mutações, foi criado pelas famosas marchinhas de rua, num contexto bem pitoresco, e de esbanjo cultural, modificou-se para o carnaval das mulheres peladas e de verdadeiro exibicionismo corpóreo. E, acredito que, agora já esta numa fase de amadurecimento, tanto dos seus produtores, que sempre surpreendeu e ainda surpreendem, destacando assuntos, pessoas, e contextos culturais diferentes, como também dos consumidores e participantes do carnaval. Observa-se que esta fase, que ouso de chamar de inovação do carnaval brasileiro, já é bem vista, tanto no mercado nacional como no internacional, e as empresas que souberem se aproveitar desta nova realidade, terão suas marcas lembradas pelas ações de marketing bem elaboradas e até mesmo bem posicionadas.
Sem dúvida Carnaval e marketing formam uma bela dupla!
Se pensarmos no Carnaval de Salvador, as possibilidades incluem também o patrocínio de blocos e os camarotes que conferem grande visibilidade na mídia e possibilidade de relacionamento com os clientes: distribuição de produtos da empresa patrocinadora junto com os abadás, impressão do logo da empresa nos abadás e trios e outras ações de promocionais nos pontos de venda e camarotes.
Desde 2005, foi montado um projeto de comercialização de cotas para a festa. De acordo com a Prefeitura de Salvador, o custo para a administração pública é de cerca de R$ 30 milhões para bancar a festa - infraestrutura, fiscalização e limpeza pública. Cerca de metade desse valor é patrocinado por empresas todo ano.
No Rio de Janeiro e São Paulo, os blocos, em menor quantidade e com menor visibilidade que os de Salvador, praticamente não são explorados. Focando as escolas de samba, no estudo "Carnaval, Cultura e Marketing: uma abordagem semiótica" publicado em 2010 Rosália Maria Netto Prados e Osmar Basílio mostram que as escolas de samba dependem basicamente dos subsídios do Governo e da Comunidade da Escola de Samba, confirmando o fato de que as oportunidades de Marketing poderiam ser mais aproveitadas. A falta de uma administração mais organizada também é apontada como um complicador nesse processo. No caso da Gaviões, eles afirmam que "mesmo com toda a pujança e exposição do Carnaval não constituiu, na sua estrutura, uma Diretoria de Marketing, a qual caberiam as ações em busca de patrocinadores dispostos a investir no produto “Gaviões”." Isso demonstra que as escolas precisam ser mais profissionais na busca por patrocínio, precisam pensar em estratégias que agreguem valor ao seu produto cultural e apresentá-lo de forma atrativa. (Veja o texto completo: http://inseer.ibict.br/bcs/index.php/bcs/article/viewArticle/1).
Já o presidente da agência de publicidade Pepper, Carlos Perrone, afirma que mesmo com a verba do governo e da Rede Globo, que paga milhões para a Liga de escolas no Rio de Janeiro pelo direito de transmitir os desfiles ao vivo para mais de 150 países, as escolas ainda precisam correr atrás de boa parte do montante para realizar a festa grandiosa que assistimos todos os anos. Com 20 anos de experiência em "Carnaval Corporativo", como ele chama o uso do marketing no Carnaval, ele entende de como aliar patrocínio e samba. O "samba-enredo patrocinado" é uma estratégia que tem dado bastante certo. As empresas investem de R$ 1,5 a R$ 4 milhões, dependendo do tamanho da escola. Veja mais:
http://super.abril.com.br/cultura/anuncio-samba-enredo-ajuda-escolas-nao-dependerem-financiamento-ilegal-619620.shtml
http://www.jb.com.br/carnaval-2011/noticias/2011/02/28/escolas-de-samba-pagam-conta-milionaria-atraves-de-patrocinio/
Eva Bonfim - MBA MKT - Avançado - Turma Week
O Carnaval é uma grande oportunidade para as marcas se relacionarem mais com seus consumidores. As ações de Marketing durante esse período não só atingem o público local como também os turistas.
Para as categorias como cerveja, preservativo e agências de turismo, o Carnaval já é destino certo para as ações de Marketing. Já para os demais segmentos, o grande desafio é ligar a imagem da marca com o evento e no Carnaval de 2011 tivemos bons exemplos como a Pantene que promoveu iniciativas para associar sua marca patrocinando a Escola de Samba Unidos da Vila Isabel e desenvolveu algumas ações durante o Carnaval.
O Banco Santander que escolheu a capital baiana como foco de suas ações, transmitindo festas e shows pelo Youtube em parceria com a Oi e a Garnier e realizou o concurso Carnaokê Santander, em que os internautas podiam gravar vídeos com seus amigos e concorrerem a uma viagem para a cidade.
A Bombril foi uma das patrocinadoras do Camarote Brahma, no Rio de Janeiro e em São Paulo. A empresa forneceu material para as equipes de limpeza. A marca promoveu os produtos da linha Ecobril em cada banheiro dos camarotes, além de contar com promotoras uniformizadas divulgando a linha.
A Ipanema presenteou os participantes do Camarote Expresso 2222 em Salvador com pares exclusivos de sandálias criados para o evento.
O Camarote Salvador 2011 contou com a participação de várias marcas: a Samsung assinou a decoração do lounge e disponibilizou um espaço para maquiagem. A Nextel preparou uma área vip para receber os convidados. A Red Bull disponibilizou bares e um carro estilizado da marca com cabine para o DJ, e a Intimus teve um salão de beleza e área para massoterapia para os convidados.
A Yoki fez parceria com a Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro, que trouxe o enredo “O Rio no cinema” e distribuiu sacos de pipoca nos ensaios da agremiação.
O Submarino Viagens criou uma página em seu site com ofertas para os principais destinos procurados pelos foliões durante o Carnaval.
Concordo com o Zenone quando diz que a "indústria do entretenimento" ainda utiliza pouco do potencial que tem, pois com os exemplos citados acima fica claro que com um pouco de criatividade não faltam oportunidades para as marcas investirem em ações de marketing em um evento considerado a principal manifestação da cultura brasileira.
Na minha opinião, acho que o Carnaval tem uma boa divulgação e as ações de marketing geram bom resultados, contudo essas ações poderiam ser ampliadas gerando um resultado ainda melhor. Mas alguns cuidados na hora da promoção são indispensáveis, vide o caso da Duracell que patrocinou o trio da Daniela Mercuri graças a sua "energia" e acabou parando graças a uma pane elétrica (http://errosdemarketing.blogspot.com/2011/03/o-pior-do-carnaval-duracell-patrocinou.html).
Vejo as escolas de samba como uma opção ainda pouco explorada pelas grandes empresas para se apropriarem além da imagem da escola de samba, mas de seu galpão, das festas, dos integrantes, etc.. Não só como patrocinio, mas um melhor aproveitamento de uma associação a escola para promoções, ações e maior interação entre marca e comunidade.
MBA marketing - Turma Weekend
Não há duvidas de que o Carnaval é uma festa popular que realmente atrai todos os tipos de público. Concordo com o artigo do professor no que tange a exploração do marketing por empresas patrocinadoras.
Apesar das cotas dos patrocinadores serem muito disputadas, as ações são muito comuns e os patrocinadores exploram o carnaval da mesma forma.
Algumas ações são diferenciadas e ganham destaque, como foi o caso neste ano no Carnaval de Salvador da Gillette (Procter & Gamble) que patrocinou um dos trios mais tradicionais, a banda Chiclete com Banana, lançando musica especifica para o carnaval e fez varias ações pontuais dos seus produtos em camarotes e nos pontos de venda de Abadás. Foi realmente uma ação diferenciada e muito comentada.
Outra ação muito bem aceita foi da Garnier (L´Oréal) que montou salões de beleza dentro do camarote da Ivete Sangalo, que dava direito às foliãs de ter uma sessão de massagem e embelezamento durante a permanencia no camarote.
São essas as ações que marcam os consumidores, experiencias diferenciadas, únicas...
Realmente uma festa muito explorada, mas sempre da mesma forma.
Leonardo Alves Granjeiro, MBA Marketing - Turma weekend
Considerando a afirmação de que o investimento é tímido perto do retorno que se poderia gerar, creio que seja algo que siga tendências. Atualmente, mesmo havendo uma certa limitação do ponto de vista da exploração cultural, a ascenção econômica do país atualmente possibilita que não só marcas de cerveja e grandes emissoras de televisão patrocinem o evento. Muito dificilmente, há 10 anos atrás, uma marca de telefonia móvel seria uma das principais patrocinadoras do evento. Com isso, nota-se que diversas empresas dos mais diversos ramos, estão optando por sua divulgação massificada também nesse tipo de evento, pois grande parte da população passou a ter acesso a produtos de certas marcas que dificilmente aumentariam seu publico alvo apenas com divulgação, sem que houvesse uma real possibilidade de poder de compra de tais produtos por determiada classe social.
Um fator que influencia na eficácia da abordagem de determinados públicos por parte das empresas, justamente é a ausência de uma divulgação mais acentuada no âmbito cultural, pois o carnaval é muito direcionado ao público jovem, solteiro e descompromissado. Se houvesse uma propaganda mais enfática voltada a abordagem de outros públicos, explorando mais o caráter da essência do carnaval, poria isso despertar ainda mais o interesse de determinados tipos de público.
Apenas como exemplos, até mesmo algumas propagandas negativas, poderiam auxiliar algumas empresas a investir no evento ou época, pois com a fama de um país/evento com certo grau de violência, empresas do ramo de segurança poderiam se aventurar mais na divulgação de seus serviços, por exemplo, garantindo a segurança do evento ao invés de deixar tal incumbência totalmente com a polícia militar. Algumas ONGs poderiam mais fortemente divulgar trabalhos de conscientização ambiental, com base na coleta de materiais descartáveis que são indevidamente despejados em diversos lugares, estrutura seletiva de descarte desses materiais, etc.
Além do que, no Brasil, se não o mais importante, o carnaval é um dos mais importantes feriados e a exploração do mesmo se dá apenas em poucos dias que antecedem a festa, além dos 4 efetivos dias do evento. Poderia haver mais exploração das principais escolas de samba ao longo do ano, com eventos esporádicos, estruturas de patrocínio, etc.
Daniel Rinaldi - MBA em Marketing - Turma Week - RA: 00039560
Realmente o Carnaval é um cenário perfeito de Mkt, já dizia o poeta, ..." chega fevereiro é o Carnaval, fim do sofrimento, ilusão..." Alterando para o lado bom da palavra ilusão, o Carnaval simplesmente trabalha com o desejo de todos, a festa, o status em desfilar, o amor por uma agremiação, o amor pela musica ou o amor pela cultura e arte. Este ano tive que fechar alguns lugares no camarote Salvador, no circutio Barra-Ondina, para alguns estrangeiros. A detentora da marca Camarote Salvador, fez o papel perfeito do MKT ao criar um ambiente totalmente cult, com o normal de todo camarote lógico como, open bar e segurança e pessoas da mídia dentre outras autoridades. Mas a recepção, o cuidado com alguma massagens disponíveis, espaço suficiente sem o famoso amassa-amassa de camarotes e também o mix do carnaval de rua com shows vips como de David Guetta. Isso pode ser tratado como uma nova tendencia do MKT como a Gestão do Luxo, creio que sim. De qualquer forma, o ambiente do Carnaval que mescla a piramide de Maslow, resulta na simples compra para o próximo ano do camarote, sendo que estamos falando em cerca de R$ 5.000,00 apenas o camarote. Fica a dica, focar em outras coisas, aproveitar a onda e surfar a favor. Quem faz isso, por exemplo no carnaval, tem seus blocos e camarotes sempre requisitados e desejados.
Anderson Benino - MBA Marketing - Turma Weekend.
Quando falamos de Carnaval temos que considerar que os investimentos feitos neste evento são altíssimos, muito mais caros do que em outras épocas do ano, assim como a procura por cotas de patrocínio é intensa. Isso ocorre, justamente pelo grande envolvimento da população.
Concordo que ainda existem oportunidades não exploradas, mas temos que considerar que existe uma legislação que não permite a divulgação de forma explícita de uma marca nos desfiles de escolas de samba, por exemplo. Diante deste cenário, muitas empresas encontram dificuldades e até mesmo duvidam do retorno que este tipo de investimento pode trazer.
Por exemplo, caso a Cacau Show decida patrocinar uma escola de samba, ela pode definir junto a esta escola que o tema do samba enredo seja o chocolate, mas a marca Cacau Show não poderá aparecer. Desta forma, o tema Chocolate será discutido, mas os benefícios e o recall não serão gerados apenas da marca patrocinadora, mas sim de todas as marcas de chocolate do mercado.
Também é importante lembrar que ao investir no Carnaval a marca de vê avaliar qual será a exposição disponível. São tantas marcas patrocinando camarotes e outros pontos que devemos avaliar qual é o recall que cada uma das marcas terá. Ou seja, no meio de tanta folia, tanta festa, tantos adereços e tantas marcas, do que é que o consumidor se lembrará no final?
Uma forma de se diferenciar no meio de tudo isso é oferecer uma nova experiência ao consumidor, um espaço para que ele possa vivenciar a proposta da marca e seus produtos.
Portanto em minha opinião, o investimento no Carnaval deve ser planejado com cuidado, mas quando bem feito pode trazer grande exposição para a marca.
Thaïs Soto Riva Horvath - Turma Week
O Marketing Cultural é toda ação de marketing que usa a cultura como veículos de comunicação para se difundir o nome, produto ou fixar imagem de uma empresa patrocinadora. Oferecem vantagens para patrocinadores, artistas, produtores como alvo principal os cidadãos Brasileiros.
A empresa não só pode associar sua marca aquele tipo de música e público como pode também gerar, promoção, endomarketing, marketing de relacionamento, marketing direto, merchandising, database marketing, marketing editorial, publicidade.
Muitas empresas usam como benefício para incentivos fiscais, que podem ser Federais, Estaduais e Municipais, além da Lei Rouanet que viabiliza que as empresas e pessoas apliquem uma parte do IR devido em ações culturais. Muitas também fazem mecenato, ou seja, não pensam no retorno ao ter uma ação cultural.
Além das formas de ações de Marketing Cultural como o teatro, eventos culturais, shows entre outras, verifica-se que na época de Carnaval são fortes as ações de marketing, até mesmo em enredos e merchandising, produtos vinculados para a época festiva.
O Carnaval é a maior festa cultural do Brasil, algumas pessoas amam e outras odeiam, entretanto serve de grande aliado ao Marketing Cultural, já que posiciona a empresa como socialmente responsável, diversifica do mix de comunicação, diferencia e associa a marca ao evento.
Um grande exemplo é a indústria cervejeira que mais investem no Carnaval, patrocinando escolas de samba e fazendo festinhas nos camarotes.
Muitas vezes o Marketing Cultural gera mídia espontânea, ainda mais para um evento tão grande como o carnaval.
Conforme citado no texto, o evento do Carnaval como produto gera muitos empregos, atrai muitas pessoas que buscam diversão, entretenimento e prazer, além disso, é importante ressaltar que a empresa que investe em Marketing Cultural nesta época acaba fazendo com que os atributos citados sejam transferidos para a marca.
É um assunto interessante e pode ser bastante explorado pelas empresas que querem fazer do Carnaval uma oportunidade de mercado, por estudantes e interessados em marketing e propaganda mais uma ferramenta que pode ser aproveitada.
http://www.ifd.com.br/blog/marketing/carnaval-e-marketing/
http://www.marketingcultural.com.br/oquemktcultural.asp?url=O%20que%20%E9%20Mkt.%20Cultural&sessao=%20oqueemarketingcultural
Roberta Farias - MBA MKT Avançado - Weekend
Concordo com o artigo, que muitos aspectos do Carnaval não são explorados ainda pelas empresas, um deles é a força de inclusão social e cultural que tem o carnaval, uma oportunidade que deveria ser utilizada pelas empresas não só no período do evento mas por mais tempo.
Acredito que esses aspectos auxiliam no relacionamento da empresa com o seu público e melhora a imagem da empresa, contribuindo para inclusão social no Brasil e também promovendo a própria marca gerando resultados não só mercadológicos mais institucionais criando valores tanto para a empresa mas também para o público.
William Martins – MBA turma Weekend
Sendo a maior festa popular do país, não é de se espantar que o Carnaval venha, cada vez mais, atraindo a atenção das empresas / anunciantes. Os custos para que esses eventos de proporções gigantescas se concretizem são bastante elevados. De acordo com matéria publicada no site AdNews em março de 2011, para uma escola de samba disputar o título de campeã do Carnaval Carioca são investidos cerca de R$ 5 milhões e esse dinheiro ainda não é o suficiente. Parte dele vem da Rede Globo, que compra o direito de transmitir os desfiles ao vivo para mais de 150 países, há também a verba dada pelo governo, receita de bilheteria (cerca de 200 mil pessoas passam pela Sapucaí e a receita são cerca de R$ 50 milhões, divididos entre as 12 escolas), além do dinheiro vindo dos patrocinadores.
Uma saída encontrada foi o que Carlos Perrone, presidente da agência Pepper, chama de “Carnaval Corporativo”. Ele acontece quando uma marca patrocina o enredo de uma escola de samba. A primeira vez que isso ocorreu foi em 2002 quando a TAM patrocinou o enredo do Salgueiro, “Asas de um sonho, viajando com o Salgueiro, o orgulho de ser brasileiro...”. Ele falava sobre a história da aviação, o sonho de voar desde Ícaro até os dias de hoje.
Outra escola que adotou essa proposta foi a Portela. Em 2010, seu enredo mostrava como a inclusão social estava ligada a inclusão digital e a Positivo investiu na escola.
Esse exemplo está restrito ao carnaval do Rio de Janeiro, mas por todo o Brasil as marcas vêm buscando uma forma de se diferenciar nesse período.
Os camarotes corporativos foram uma primeira forma de estarem presentes nessas festas populares. As empresas convidam parceiros, fornecedores e clientes e esse espaço funciona como uma forma de relacionamento entre os envolvidos. Hoje as empresas querem ir além e divulgar sua marca para todos os espectadores do carnaval. As cifras envolvidas são altas. De acordo com matéria publicada no site Promoview, o Carnaval de Salvador 2011 arrecadou R$ 15,5 milhões com cotas divididas entre cinco patrocinadores.
Acredito assim como o Prof. Zenone, que as marcas ainda têm um grande caminho a percorrer, pois as possibilidades são inúmeras. Por outro lado, algumas já mostram que vêm se aperfeiçoando nessa questão.
Como já citado por outros colegas, a Gillette é um bom exemplo. A marca conseguiu reverberar bastante sua participação no Carnaval de Salvador. Outro bom exemplo é a Skol, que organizou um Camarote aberto ao público (mediante compra de abadá) e um bloco com uma mistura de ritmo bastante diferentes. A cobertura do programa Pânico na TV alavancou ainda mais a exposição da marca.
As marcas querem se associar a esse momento de alegria e descontração que é o Carnaval no Brasil. E as que já investem, afirmam que o resultado é garantido. Outras empresas ainda aproveitam o período para reforçar sua vocação sustentável e socialmente responsável.
A Coca-Cola, por exemplo, distribui 150 mil sacolas biodegradáveis para quem foi assistir os desfiles na Marquês de Sapucaí em 2010. Pelo terceiro ano consecutivo, a fabricante de bebidas se uniu à Comlurb, Riotur e Liesa para a coleta seletiva no sambódromo. Durante os dias de desfile do carnaval 60 catadores de sete cooperativas selecionadas pela Comlurb ficaram responsáveis por recolher e separar todo o material reciclável nos pontos de transferência de lixo, espalhados em várias áreas do evento. Em 2009, foram coletadas 7,22 toneladas de material reciclável. No camarote da empresa, os pufes ,feitos de garrafas PET, foram forrados com a lona do outdoor do ano anterior. As camisetas de acesso ao espaço foram confeccionadas com malha de PET reciclado e toda a madeira utilizada será certificada e reciclada. Brindes feitos de latas de refrigerante em uma oficina de reciclagem, montada no próprio camarote, foram distribuídos aos convidados.
As marcas citadas acima, são exemplos de que é possível se destacar em um espaço bastante competitivo e cheio de informação em que dezenas de marcas lutam para chamar a atenção dos consumidores.
TATIANE DE MATOS RIOS - MBA WEEK
O Carnaval é sem dúvida a maior festa popular do país, pois o evento é comemorado em todas as cidades, uma vez que acaba sendo um feriado de pelo menos quatro dias, e as pessoas aproveitam para festejar, viajar e descansar. Entretanto, como um grande evento, ele é organizado de forma profissional apenas em três capitais do País, sendo Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. São essas três capitais que concentram o investimento feito pelas grandes empresas, que destinam parte de sua verba anual de marketing para promover ações que visam não só promover a exposição da marca, como também gerar relacionamento com o público alvo, bem como promover um aumento nas vendas.
Em uma breve análise, levanto três pontos que considero relevantes para demonstrar que o investimento em ações de marketing no Brasil poderiam ser maiores. O primeiro ponto aborda o que já citei no parágrafo acima em relação a concentração do investimento em apenas três cidades, em detrimento do investimento em outras capitais, onde poderiam ser incentivado o crescimento da organização de desfiles e outras atividades carnavalescas.
O segundo ponto é que apesar desta festa popular atrair pessoas de todas as faixas etárias, percebemos facilmente que a grande maioria das ações de marketing tem como objetivo atrair os jovens que possuem uma maior facilidade em interagir com as marcas nos PDVs, e também são o público com maior concentração de pessoas nos desfiles e camarotes de escolas de samba. Pouco se vê ações voltadas a crianças e pessoas da melhor idade, assim como próximo da melhor idade.
O terceiro e último ponto a ser analisado é o quanto as grandes empresas conseguem mensurar em relação ao aumento das vendas anuais, com ações no Carnaval. Essa mensuração não é fácil e poucas empresas conseguem realmente obter esses números. Desta forma verificamos também que esse pode ser um dos fatores que restringe as pequenas e médias empresas a promoverem ações de marketing no Carnaval.
Embora eu tenha citados apenas três fatores, existem muitos outros, também de grande importância, que acabam não possibilitando que as empresas aproveitem o potencial que essa festa popular proporciona. A imagem do país no estrangeiro, por exemplo, é um fator que deve ser muito bem trabalhada tanto pelo setor privado, quanto principalmente pelo setor público.
Marcos Esteves - MBA Marketing (Avançado) turma Week.
O Carnaval, como uma das maiores movimentações culturais brasileiras, chama a atenção das empresas no país, que se aproveitam do momento de festa e descontração para apresentar suas marcas e seus produtos, associando-as ao momento alegre. Entendo que o objetivo é gerar lembrança da marca e aumentar as vendas, afinal, para isto serve as campanhas de propaganda, mas acho que falta criatividade e inteligência na forma como isto é feito. A maioria das ações e campanhas é ‘massificante’, apenas tentam empurrar a marca e o produto. Não tomei conhecimento da campanha feita pela Gilette - citada pela Claudia, mas pelo descritivo da campanha, acho que mais empresas deveriam tomar este rumo e apresentar ações diferenciadas das que tanto vemos hoje durante o Carnaval.
Danieli Massone Hungari
MBA em Marketing - Módulo Avançado - Marketing Social
RA00062489
É realmente uma boa oportunidade para atuação do marketing desde que bem aplicada, pois temos que considererar também a estrutura da cidade, se ela comporta todo este "potencial turístico", pois já podemos perceber que hoje as cidades do Rio de Janeio e Salvador ficam sem acomodações (hotéis e alojamentos) suficientes para todos os visitantes. Não adianta massificar este evento se a cidade não oferece infra-estrutura necessária, como transporte adequado, saneamento, aeroportos e rodoviárias que suportem esta demanda. Outro ponto a ser verificado é a perda da tradicionalidade e do conceito inicial das festas locais (tanto no carnaval como nas festas regionais como a festa junina na região nordeste) que por causa de exigencias de patrocinadores e ações de marketing podem descaracterizar a originalidade da festa.
Portanto há sim espaço para o marketing desde que ele aborde a originalidade e essencia da festividade e a estrutura da região de forma organizada para que não haja perdas tanto para o evento em si, quanto para a marca e para a população que participa.
ANA CLARA MACHADO
MBA MARKETING - TURMA WEEK
A indústria do carnaval está em pleno desenvolvimento, mas ainda tem muito o que melhorar, e há muitas possibilidades de investimentos ainda inexplorados. Por exemplo, as escolas de samba que precisam de ajuda financeira para se manterem, poderiam se aliar a empresas com interesse de patrocínio, pois dessa forma não teriam tantas dificuldades de participação dos eventos. Somente as grandes empresas conseguem disputar as cotas de patrocínio do evento, sendo que as menores poderiam explorar o espaço dentro das escolas de samba e suas comunidades.
Ainda pensando no carnaval, os investimentos estão concentrados nos Estados de maior tradição (SP, RJ e algumas partes do Nordeste), porém há muitos outros eventos, com apelo folclórico e regionalizado, que poderiam ser foco dos investimentos em marketing, porém as empresas não reconhecem este potencial.
Outros eventos pelo Brasil, em outras épocas do ano, poderiam utilizar desse mesmo pensamento: carnavais fora de época, festas juninas, oktoberfest, entre outros.
Outra questão que os organizadores do carnaval deveriam solucionar é a infraestrutura do evento, e as empresas também precisam se atentar para este fato. Muitas pessoas deixam de estar pessoalmente devido ao transtorno para chegar até o local, por exemplo, ou ao desconforto das arquibancadas, sendo que os ingressos e os objetos de vendas no local do evento são grandes geradores de receita e de propaganda.
Denise Ferreira - Módulo Avançado - Turma Weekend
A maior e mais populosa festa do Brasil, gera uma atração especial dentro país com repercussão internacional atraindo diversos turistas.
Um acontecimento de festa que gera uma grande circulação de pessoas dispostas sobre tudo a consumir para sua satisfação. O carnaval influencia um aumento significativo nas vendas e reservas de serviços como agências de turismo, passagens aéreas, locação de carro, hospedagem em hotéis e pousadas, entre outros.
Em vista de grande circulação de consumidores, em 2010 algumas empresas de segmentos diferenciados utilizaram ações de marketing para aproveitar o período dessa festa, como por exemplo: A Schincariol que aproveitou para lançar a cerveja Devassa, A L’Oréal Paris, que ofereceu para os convidados do camarote da Brahma ( patrocinado pela marca há quatro anos) maquiagem feita por profissionais e brindes com produtos para proteção solar, e a Suvinil que utilizou a primeira tinta não industrial a pintar a Passarela do Samba, na Praça da Apoteose, no Rio de Janeiro, assim como as paredes da Cidade do Samba.
Diversas empresas de diferentes segmentos estão aproveitando esse período tão concentrado de pessoas que buscam momentos de festividade e prazer, para associar seus respectivos produtos e investirem em ações mercadológicas.
Daniel Cardeal - RA00061467 - Turma Week - Módulo Avançado.
O Brasil é mudialmente conhecido como a terra do carnaval é evidente que as ações de marketing são poucos exploradas
Durante o período que antecede o carnaval vemos que grandes marcas disputando espaços para poder promover suas marcas nos camarotes, enredos e entre outros para desfrutar da grande visibilidade do evento mais esperado do ano.
Os organizadores das escolas de samba são míopes perante a dimensão desse grande evento que atrai turistas do mundo inteiro. Eles poderiam desenvolver vários sub produtos com o tema carnaval durante o ano todo como: visitações aos ensaios das escolas samba, participação das construções das fantasias e carros alegóricos e até a venda de produtos ligado ao carnaval como :camisetas, bonés, fantasias chaveiros e miniaturas de bonecos e carros alegóricos entre outros .
Dessa forma aumenta a possibilidade das grandes marcas desenvolverem estratégias de marketing durante o ano todo.
Marcelo Justo de Melo RA0061478Turma Week - Módulo Avançado.
Os eventos culturais devem ser explorados pelo Marketing. Somente em São Paulo, considerando o carnaval do Sambódromo, tivemos 55 milhões de reais movimentados pelo evento, segundo o site do São Paulo Convention & Visitors Bureau em 2010. No Rio de Janeiro, segundo o site da Folha, o carnaval em 2011 movimentou quase 1 bilhão de reais e atraiu 800 mil turistas. Para as empresas, há a oportunidade de ligar o seu nome a um evento importante e que tenha o mesmo público que consome ou poderia consumir os seus produtos e serviços. Também podem aproveitar a oportunidade para se lançar no mercado ou então promover um novo produto. Algumas empresas que possuem um forte apelo no carnaval, podem pensar no patrocínio do evento, tendo assim o seu nome exposto de maneira privilegiada, como é o caso da Brahma, que possui um camarote tido como referência no sambódromo. É importante para uma marca estar presente no carnaval, pois é evento que simboliza a alegria e tem um clima de descontração. A empresa pode se beneficiar desse tema e usar o Marketing como aliado, mostrando que estão presentes em todos os momentos e quando se pensa em alegria, ela está lá para contribuir. Também é importante para o evento, pois há um grande investimento do Marketing no carnaval, tornando-o até mais conhecido mundialmente. Por isso, podemos dizer que Marketing e Carnaval é uma dupla que pode dar samba.
Thiago Fausto de Menezes - MBA em Marketing - Turma Week - Módulo Avançado
Concordo que sempre há espaço para o Marketing atuar mais, mas se comparando com os anos 90, o carnaval está deixando de ser uma festa de músicas (antes a marchinha, depois o axé e o funk) para cada vez mais ser “carnaval corporativo”. Além de ações pontuais e mal planejadas, as empresas estão entrando na essência do carnaval e até mesmo no enredo das escolas de samba. Começou em 2002 no Rio com a TAM, que contribuiu para a conquista do 3º lugar do Salgueiro. Grande exemplo para alavancar brand awareness em exposição nacional. Antes disso, a verba das escolas era oriunda do 1º setor (prefeitura). Depois, várias empresas se utilizaram desse artifício. As escolas de sabma passaram a ser bancadas também pelas instituições privadas. No carnaval de Salvador não é diferente, desde blocos e abadas a camarotes patrocinados de uma das maiores festas de carnaval do Brasil. A marca está deixando de ser mera coadjuvante, que antes era somente no back office, nos serviços, hotéis para ser protagonista. O mesmo movimento acontece em festivais de música: um festival que se chama "About Us" passou a se chamar Natura Nós, tem o Skol Beats, e por aí vai... Voltando ao carnaval, a grande sacada é investir em ações mensuráveis e que tenham grande exposição, grande retorno e/ou que gerem relacionamento/fidelização da marca. Não deve ser uma ação que seja como um "amor de carnaval", mas tem que perpetuar e gerar valor para a marca. Planejamento e mensuração devem andar lado a lado com o Marketing em qualquer ocasião.
Ana Cláudia Gallo – MBA em Marketing avançado – Turma Week
As empresas que deixarem de enxergar o Carnaval como apenas o período compreendido pelos desfiles das escolas de samba poderão potencializar muito seus investimentos. As escolas de samba trabalham o ano todo para o dia do desfile, e todas essas atividades envolvem diversas pessoas normalmente moradoras das adjacências de onde se localizam as escolas. São pessoas que vivem uma relação extremamente passional com suas escolas de samba e que com certeza estenderiam esse sentimento a empresas que desenvolvessem parcerias com as mesmas, especialmente se isso resultasse em projetos sociais em prol de sua comunidade. Por outro lado, as empresas poderiam reforçar sua imagem institucional, associando os atributos dessa festa durante o ano todo e investindo até menos de que gastariam patrocinando desfiles de carnaval. É importante lembrar que as escolas de samba mantêm festas abertas a visitantes em suas quadras também fora do período do carnaval, o que geraria um grande retorno a empresas que tivessem sua marca evidenciada nestes locais.
O carnaval é uma festa popular que atrai a atenção não só dos brasileiros, mas do mundo inteiro. É a melhor época para aumento da receita com o turismo no país e ao meu ver este período deve ser mais aproveitado pelos envolvidos nesta grande festa. Se bem empregado, o retorno dos investimentos será muito grande, beneficiando os diversos ramos de atividades envolvidos direta ou indiretamente.
Giseli de Moraes ra00061471 MBA em MKT - Weekewnd
O Carnaval é sem dúvida uma ótima oportunidade para as empresas investirem em marketing cultural. Atrelar a marca de uma empresa a uma manifestação popular em que as temáticas presentes são a alegria, diversão, festa, prazer, beleza, entre outras é uma estratégia que poucas empresas conseguem fazer de forma coerente com seus valores, princípios e cultura.
Porém, numa época em que se discute tanto o papel das empresas na sociedade e sua importância para a preservação do meio ambiente, não faz muito sentido, uma empresa que se intitula como ambiental e socialmente correta, vincular seu nome a uma festa que gera tantos impactos negativos. Todos os anos, assistimos ao mesmo enredo desta história: milhões de toneladas de lixo, carros alegóricos abandonados em baixo de pontes e terrenos baldios, acidentes de carros ocasionados por motoristas embriagados, turismo sexual, etc. É claro que existe o outro lado desta história que movimenta a economia, gera empregos, atrai turistas e enaltece a imagem do Brasil perante aos outros países. Mas é evidente a falta de equilíbrio e planejamento desta festa.
As empresas que pensam investir no Carnaval como uma estratégia de marketing cultural e não simplesmente como mais um canal promocional, precisam avaliar todos os impactos e estarem dispostas a ajudar a fazer do Carnaval uma festa mais sustentável em todos os sentidos.
Maíra Latorre Lopez – MBA em Marketing - Turma Week – Módulo Avançado
As festas populares no Brasil e em todo mundo abrem sempre uma infinita gama de oportunidades para a realização de ações de marketing oferecendo várias opções de abordagem, além de como o próprio nome já diz, permite atingir todas as camadas da população.
O Carnaval em particular pela sua grandiosidade é uma chance para se expor toda a uma coleção de produtos e serviços direcionados à todos os tipos de públicos inclusive até aqueles que na participam e/ou não gostam da festa. Esses terão uma abordagem diferente levando-se em consideração esta característica.
Este terreno de festas populares e grandes eventos ainda são explorados de maneira muito conservadora no Brasil, mas ainda temos muitas ideias a serem desenvolvidas e exploradas.
Greiciane Santos - MBA em Mkt - Turma Week - Módulo Avançado
O carnaval é com certeza a maior festa popular do Brasil e se associar a ela pode trazer muitos atributos positivos à imagem da marca.
Mas em tempos de sustentabilidade o que pensar de uma festa com tantos exageros¿ É possível unir estratégias de marketing cultural com ações de responsabilidade ambiental¿ No ano passado a Coca-Cola mostrou que sim e trouxe o tema reciclagem para o sambódromo. A empresa “mobiliou” seu camarote com materiais ecologicamente corretos como pufes feitos de garrafa PET e madeira certificada e reciclada, além de reutilizar a lona do outdoor do ano passado. As camisetas (abadá) do camarote da Coca também eram feitas com fibras de garrafa PET.
A Coca-Cola mostrou que o carnaval pode emprestar atributos a marca, mas que as marcas também podem emprestar atributos para o carnaval.
Tayuan Rebelo - MBA MKT - avançado - turma week
Acredito que em vários países haja datas comemorativas importantes, mas como o Carnaval é muito difícil. Ricos e pobres, jovens ou velhos se divertem e relaxam geralmente por sete dias de festa. Onde todos estão felizes e dispostos a gastar um pouco mais para se divertir. Essa é com certeza uma ótima oportunidade de veicula sua a marca a alegria, mostrar que a marca esta preocupada em fazer as pessoas se divertirem. Por isso o patrocino e a promoção são tão fortes. Muitas empresas patrocinam escolas de Sampa, geralmente o dono tem um grande envolvimento com a comunidade e a escola em questão. As agremiações necessitam de verba para fazer o desfile, por isso são facilitadoras desse tipo de patrocínio. Já nos espaços aonde esses desfiles/shows ocorrem, tanto Anhembi, Sapucaí e em Salvador o que predomina são os camarotes de algumas empresas, muitas já vêm fazendo esse tipo de ação por anos. Ficando presente na cabeça do consumidor. Muitas marcas alem de ganhar com a exposição da marca, ganha com a venda de ingressos (que na maioria das vezes tem um custo bem elevado) e com a venda de seus produtos. Ações promocionais também acontecem nas ruas e nos foliões, com distribuições de brindes.
Com certeza essas ações trazem ótimos resultados para as empresas, pois aproxima o consumidor da marca. Reforça o seu valor.
Com certeza a muito mais para explorar. Acredito que ações conjugadas e simultâneas dão resultados mais eficazes. O importante é estudar bem o perfil do seu publico, para que ações tenham o efeito pretendido.
Aluna: Tatiana Gava Pereira
Módulo Avançado
Turma Weekend
O carnaval, talvez a maior festa popular do mundo, como qualquer outro evento de entretenimento, atrai todas as atenções e, por esse motivo, atrai também o interesse das empresas que vislumbram nessa festa uma boa oportunidade para negócio. A cada ano que passa o carnaval tem se tornado um evento mais grandioso, sendo certo que o investimento das empresas que queiram promover a sua marca aumenta consideravelmente a cada ano.
Parece que o grande empecilho para ocorrência de um investimento, ainda mais ostensivo do que o atual, é a própria natureza do evento, uma vez que o carnaval, apesar de significar a festa do lazer, é um evento cultural que tem raízes históricas e certos rigores tradicionais que fazem dele o que ele é.
A título de exemplo podemos citar o que ocorre com alguns programas televisivos, os quais muitas vezes se tornam desinteressantes em razão do número excessivo de propagandas em detrimento do conteúdo do próprio programa. Sendo assim, parece razoável que o investimento feito nesse evento não seja tão brutal, ainda que seja notório que as indústrias invistam de maneira ostensiva no carnaval.
Do ponto de vista da responsabilidade social empresarial (RSE), investimentos mais agressivos no carnaval poderiam, ao invés de trazer maior retorno em visibilidade e conseqüentemente lucratividade, causar impacto negativo, tornando a festa desinteressante para aqueles que cultuam o carnaval.
Outro exemplo são as ligas de voleibol que atualmente são patrocinadas por grandes empresas, tendo como principais equipes participantes times que levam o nome de empresas, como, por exemplo: Unilever, Sollys, Bradesco, entre outras. A grande dificuldade dessas ligas tem sido manter o interesse do espectador que não vê nenhum sentido em torcer por uma empresa. Do mesmo modo, seria impossível vislumbrar um bloco carnavalesco de uma escola de samba tradicional como: Vai-Vai ou Mangueira no sambódromo com um tema alegórico fazendo referência a uma empresa.
Porém as leis de mercado são implacáveis, sendo assim é possível que ainda vejamos no desfile das escolas de samba o bloco da Brahma, as baianas da Avon e o carro alegórico da Coca-Cola. Se isso será algo interessante ao grande público é um ponto a se descobrir, porém é bem provável que seja tão interessante quanto uma partida de vôlei entre Bradesco e Salompas.
Coloquei dia 15 o comentário no www.professorzenone.com.br e esqueci de postar aqui....
Carnaval e Mkt, realmente é uma dupla perfeita, que tem muito à explorar como ações de mkt, associar a tradição cultural que o País detém, é o objetivo principal, alegria, diversão, paixão, as marcas que podem muito se beneficiar institucionalmente através deste Evento,e ampliar muito mais sua presença e partipação. Concordo com o texto que diz que as Empresas exploram pouco desta oportunidade. Deveriam marcar mais fortemente suas marcas.
Aluna: Marta Farias Lima
Carnaval e Marketing uma dupla perfeita? Sim e de muito sucesso, neste periodo de festas as empresa aproveitam para associar a marca o evento cultural objetivando 2 resultados.: Posicionamento e Aumento nas vendas. O Universo lúdico propicia novidades e os pontos de contato que o cliente tem com as marcas sao inumeros desde a passagem de viagem ao bloco de folia aos produtos consumidos as aleorias, aos carros ao carnaval como um todo, tudo gea marketing e influencia o cliente com o objetivo de estimuar a venda. Em geral, a expectativa é de que o retorno conseguido pelas empresas seja o dobro do valor investido no carnaval. A questão está em como aliar patrocínio e samba. O que vale é o bom senso: é preciso trabalhar com um contexto com criatividade e pertinência, desta forma é possível impactar gerar a comunicação desejada e levar o cliente ao produto.
Augusto Sales de Oliveira - Turma Weekend
Que o Carnaval é um dos, senão o principal, evento do Brasil não temos a menor dúvida. Acredito que junto com o futebol é a paixão nacional.
Com o crescimento da classe C no país e consequente aumento do consumo, nada melhor do que esses eventos para promover a marca e fazer um marketing forte.
Além de empresas de cervejas, celulares, outras começam a enxergar o carnaval como uma grande oportunidade.
Este ano tivemos como exemplo a ação a Procter & Gamble com o produto Gillete e o ícone do carnaval baiano, o vocalista Bell Marques, que tirou a barba, "acessório" marcante do cantor.
Centenas de matérias foram publicadas na imprensa sobre o caso que remeteu ao produto Gillete.
Uma baita ação de marketing.
Fabrício Mota da Costa
RA 00056125
Turma Weekend - MBA em Marketing
O Carnaval, assim como muitos outros eventos culturais do Brasil, não é visto como uma marca que pode ser bem explorada comercialmente e socialmente sem perde a essência de manifestação cultural. O fomento ao desenvolvimento social ainda é sazonal ou gerido pelas escolas em suas comunidade porém patrocínio privado das escolas de samba é excessivamente explorado para levantar a verba destinada aos desfiles.
Ainda falta organização estrutural para que o evento seja um exemplo de boas práticas em marketing, quem sabe quando for definida uma mensagem para ser comunicada ao mundo, um intuito social claro e uma pitada de esforços comerciais, o nosso Carnaval deixe de ser visto fora do país como "mulheres bonitas com pouca roupa dançando" e seja encarado como um evento nos moldes da comemoração do 4 de Julho nos USA.
O Carnaval, assim como muitos outros eventos culturais do Brasil, não é visto como uma marca que pode ser bem explorada comercialmente e socialmente sem perde a essência de manifestação cultural. O fomento ao desenvolvimento social ainda é sazonal ou gerido pelas escolas em suas comunidade porém patrocínio privado das escolas de samba é excessivamente explorado para levantar a verba destinada aos desfiles.
Ainda falta organização estrutural para que o evento seja um exemplo de boas práticas em marketing, quem sabe quando for definida uma mensagem para ser comunicada ao mundo, um intuito social claro e uma pitada de esforços comerciais, o nosso Carnaval deixe de ser visto fora do país como "mulheres bonitas com pouca roupa dançando" e seja encarado como um evento nos moldes da comemoração do 4 de Julho nos USA.
Rafael Stringari de Souza RA00062495 - MBA em Marketing - Turma Week – Módulo Avançado
Carnaval e Marketing: dupla perfeita?
Concordo que a indústria do entretenimento explora pouco as oportunidades que tem em divulgação em um evento como o Carnaval. Evento tal que é capaz de parar o Brasil e tem grande exposição das marcas por meio de patrocínio, porém acredito que uma marca tem que avaliar todos os prós e contras em vincular a sua marca ao mercado Carnavalesco, já que é mal visto em alguns quesitos.
Uma marca séria e de alguns valores e princípios corre o risco em ser associada ao que o Carnaval representa hoje para o brasileiro em alguns aspectos como promiscuidade, alcoolismo, violência entre outros fatores que não combina, por exemplo, com uma marca que fala com o público jovem como uma escola/educação católica que pretende passar outros valores, porém é um prato cheio para a indústria de bebidas e preservativos e etc, por isso as estruturas das regiões que abrem para o público uma festa grandiosa como esta deve ser um espetáculo muito bem organizado, planejado e alinhado como um todo, como aeroportos, segurança, estrutura hoteleira, limpeza da cidade junto a prefeitura, campanhas de conscientização, divulgação entre outros aspectos para que os patrocinadores não sejam pegos de surpresa com uma comunicação errada com resultados negativos.
Camila Vasconcelos - Turma weekend (MBA em Marketing)
Dupla de enorma sucesso, é o Marketing que pode contruir o espetaculo que é o carnaval no espetaculo da terra. As empresa sabem que o ambiente cultural pode gerar retorno as suas marcas e utilizam do carnaval como forma de propagação de suas ações. Tendo como exmplo claro a última campanha da empresa Gillete que pagou ao vocalista de uma banda bahiana para que fosse feita sua barba e associar sua marca a este momento, como uma comunicação dirigida ao público jovem e masculino, a empresa teve como estratégia usar uma figura conhecida do público para persuadir o uso do produto. No carnaval de bloco isto está difundido de forma menos explicita, pois segue regulamentações, mas é possível vermos escolas de samba que fazem alusões as marcas no sentido de gerar lembrança ao produto e a marca.
Marlene Teixeira dos Santos - Turma MBA em MARKETING - WEEKEND
Não adianta negar que o Brasil é conhecido como o país do carnaval e esta é uma característica tropical que não pode ser deixada de lado e, principalmente, mal trabalhada. Este evento cultural deve servir como diferencial e explorado pelas empresas como forma de divulgação da sua marca, oportunidade de novos negócios e reforço no relacionamento com os stakeholders, enfim, só agrega valor a quem se interessa por ele.
E, atualmente, este interesse vem crescendo. Grandes empresas têm investido no carnaval (Ambev, Samsung, grandes lojas de departamento – Ricardo Eletro, Casas Bahia – entre outras), mesmo com a sua valorização financeira que está ficando cada vez mais alta quando falamos em dinheiro ($$$). É uma briga de “cachorro grande”, em que só se destaca aqueles que realmente possuem condições de disponibilizar grande parte do seu orçamento para uma ação de uma semana, no máximo, porém que tem um retorno quase que imediato.
Mas, a grande questão é, que profissional, em pleno carnaval, vai querer trabalhar ao invés de curtir e aproveitar?!?
Brasileiro é preguiçoso e prioriza os feriados, principalmente este, afinal o ano só começa depois do carnaval...
Kátia Silva - MBA em Marketing - Turma Weekend (módulo avançado)
O Carnaval se tornou uma grande indústria do entretenimento que está se desenvolvendo a cada ano, mas ainda é muito mal explorado pelas empresas.
O Brasil tem 4 grandes pólos dessa indústria: Rio, São Paulo, Salvado e Recife. Somente empresas de grande porte conseguem entrar “nessa briga de cotas” nessas regiões. Esses grandes pólos já estão saturados, causando desconfortos em muitos requisitos para os foliões.
Devido a isso, novos mercados estão sendo explorados. O carnaval de muitas cidades do interior de SP, Minas e outros estados estão conquistando mais foliões a cada ano. Isso é uma grande oportunidade para as empresas de médio e pequeno porte começar a estreitar o seu relacionamento com o seu público, agregar valor a sua marca e gerar maior visibilidade.
Há muito espaço para o marketing cultural nessa indústria do entretenimento, O que não pode acontecer é perder a essência dessa manifestação cultural, pois os grandes protagonistas são os blocos e as escolas de samba.
Cristiane do Amaral - MBA em Marketing - Turma Weekend – Módulo Avançado
O carnaval é tido como uma festa popular acessível a todas as classes sociais. Mas essa caracteristica do carnaval ao meu vê está se perdendo, a festa está se tornando cada vez mais cara para quem quer curti-la.
O carnaval das escolas de samba requer um investimento grande, na compra de fantasias, camarotes, arquibancadas e etc. No famoso carnaval de Salvador os 'abadas' tem preços absurdos, acessíveis a pessoas com alta renda.
Muitas empresas já identificaram esse grande mercado consumidor e está investindo nesse meio, claro que o marketing utilizado hoje ainda é muito aquem da capacidade de mercado, as empresas ainda tem muito o que desenvolver.
Melissa Nogueira Pereira - RA00061518
Nesse últiomo ano tive a oportunidade de comparecer em um ensaio de uma escola de samba. É um evento grande e envolve muitas pessoas. porém concordo que esse espaço caberia para criar ações a fim de gerar maiores receitas para essas escolas.
Acredito que hoje, a organização do evento e a Rede Globo sejam as partes que exploram melhor o evento em sim.
Mas existem inumeras possibilidades, como a venda de camisas das escolas (com logo de patrocinadores), ações durante os ensaios das escolas quem são abertos ao público, venda de diversos produtos que possam tangibilizar o evento, assim como é feito em clubes de futebol na europa e em parques nos EUA.
Acredito que essa falta de exploração se dá muito pelo fato das escolas de sampba não possuírem departamento de marketing, com certeza é algo para ser melhor observado, pois pode ser uma ótima oportunidade para nós, os profissionais de marketing.
O Carnaval é a maior festa popular no Brasil, pois propicia entretenimento, alegria, prazer e interação onde pessoas comuns viram celebridade utilizam-se do papel de “Reis e Rainha” na passarela do samba.
Há uma diversidade de culturas no nosso país nesse evento desde as apresentações das escolas de samba, dos trios elétricos, dos blocos de rua, dentre outros, onde várias pessoas procurem as cidades para se divertirem neste período. E é um momento oportuno para muitas empresas realizarem ações de marketing, isto é divulgação, posicionamento da marca através de patrocínio, apoio do evento, pois através da mídia gera comunicação espontânea e atributos da festa (alegria, prazer). Percebemos que há eventos de grande porte realizado a exemplo do Rio Janeiro, São Paulo, Salvador, Recife e Olinda, onde as mídias principalmente a televisiva estão presentes o tempo todo, mas também há outras cidades interioranas que não são tão divulgadas pela mídia, mas há uma concentração de pessoas inclusive turistas onde oferece oportunidade para as empresas divulgarem a sua marca. Pois; percebe-se que neste período o público está disposto a consumir produtos e serviços e conseqüentemente propicia lucro para as empresas que estão envolvidas direta ou indiretamente neste evento.
Ana Paula Reis. - Weenked
Postar um comentário